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Como encarar o luto? Conheça as diferentes culturas do mundo.

Carolline Silva Borges
Psicóloga Clínica e Hospitalar

Embora sofrendo a perda da pessoa amada, as emoções frente à referida perda é subjetiva. O que pode gerar situações de muita angústia nos indivíduos envolvidos. É preciso não julgar e entender que essa diversidade é normal.

Se entre membros de uma mesma família as manifestações emocionais diante de uma mesma perda são assim tão diversas, é de se imaginar o quanto podem se diferenciar entre regiões, países e culturas.

Na maioria das culturas, por exemplo, o choro é uma das formas mais comuns de expressão da dor e do sofrimento. Mas, e quem não chora? Significa que não está sofrendo? Esta afirmação, além de não ser verdadeira, gera muita culpa naqueles que não conseguem expor seu pesar e sofrimento pela morte de uma pessoa querida de uma forma visível.

Esses padrões pregados pela cultura podem ser fortes complicadores para aqueles que não se ajustam ao esperado. Somos únicos porque nossa história é única e nossa relação de afeto com a pessoa perdida é única e, por isso, temos um jeito singular de dizer ou demonstrar o que sentimos.

No Brasil, o funeral costuma ser realizado em locais apropriados , sendo a duração de no máximo 48 horas após o falecimento. A justificativa para esse tempo de duração está no clima tropical, favorável para a decomposição do corpo. No entanto, há quem diga que a visão de morte do brasileiro, pode influenciar no tempo de velório, uma vez que é possível encontrar nesse momento cenas de desespero e dor na despedida final. Abreviar o velório pode ter como finalidade abreviar o sofrimento. Destaca-se ainda a necessidade que temos de tocar e beijar o falecido. No dia 02 de Novembro, é o Dia de Finados, é quando relembramos nossos mortos, geralmente, com muito pesar.

Na Itália e na Suíça, geralmente, os funerais são feitos em casa e duram no mínimo 48 horas. É possível que a duração se extenda por uma semana para que a maioria de amigos e parentes possam se despedir do falecido. As pessoas vão e vem e tem comida e bebida disponíveis. Uma ou outra risada acontecem e isso não causa constrangimento. Na Suíça, por exemplo, há hospitais que disponibilizam uma sala refrigerada, onde o corpo fica a disposição dos visitantes, que podem até marcar hora para a visita.

Em Moscou, alguns utilizam uma igreja ortodoxa local para o funenal. Trata-se de uma reunião alegre, com cântigos nessa sintonia. As pessoas vestem roupas coloridas. Isso mesmo, é proibido usar preto!

México – Nesse país, as pessoas costumam celebrar o Dia de Finados com muita festa! Reza a lenda que, nesse dia, os mortos são autorizados a vir para a Terra visitar seus parentes. Por isso, as pessoas costumam fazer festas, preparar as comidas preferidas do finado, e até enfeitar a casa. Algo parecido com as nossas celebrações de aniversário.

Taiwan – Os taiwaneses costumam até demonstrar sua tristeza durante os funerais, bastante pomposos, por sinal. Há quem prefira, no entanto, dar o último adeus de forma mais alegre. Para isso, muitas pessoas contratam… strippers para animar velórios! Sim, é isso mesmo! A tradição nasceu na década de 1980, se popularizou e chegou até mesmo à capital, Taipei. O ritual inusitado foi tema de um documentário inglês “Dancing For The Dead: Funeral Strippers In Taiwan” (Dançando para os mortos: Strippers de funerais em Taiwan, na tradução livre).

Indonésia – Em uma aldeia na cidade de Toraja, o costume é ainda mais diferente, para não dizer, estranho. Todos os anos, no mês de agosto, os corpos são desenterrados, limpos e arrumados com roupas novas. Depois, os mortos são carregados até a casa em que viviam, para que suas almas retornem ao local. Após esse ritual, todos os corpos são novamente enterrados.

Irlanda – O velório irlandês também é tratado como comemoração. Geralmente, a família do finado leva os mais próximos para algum café ou pub, para celebrar o que a pessoa fez em vida. É comum pedirem a comida, bebida ou ouvir a música preferida da pessoa que morreu.

Filipinas – No país, a tribo Sagada tem um ritual para lá de esquisito nos funerais. Os mortos são colocados em um caixão e, ao invés de enterrados, eles são pendurados nas paredes de uma caverna. Segundo os moradores, isso evita que os corpos entrem em contato com os bichos, e se decompõem de forma mais lenta.

Gana – Neste pequeno país africano, a morte também é motivo para celebrar. A tradição diz que quando uma pessoa morre, o caixão deve ter o formato e a ornamentação de algo que ela gostava muito. Assim, se o falecido era pescador, seu caixão pode ter formato de… peixe! Sim, por quê não? Além disso, o sepultamento costuma ter música, danças típicas, comidas e um clima bastante festivo.

No Japão, os funerais geralmente ocorrem na casa da família. Durante o funeral, ou seja, na presença de todos, é realizada uma cerimônia de preparação do corpo. A preparação envolve a limpeza (para a purificação), a troca de roupas e a maquiagem para o corpo ficar bonito, com aparência saudável. O objetivo central é preparar o corpo para a viagem que o falecido fará ao novo mundo. Este ritual pode ser feito pelos próprios familiares. No entanto, são os “Nokanshi” que fazem, pois eles são profissionais especializados nisso. Para quem quiser saber mais sobre a preparação do corpo no Japão, indica-se o filme “A Partida”, que além de explorar esse costume japonês, aborda também os sentimentos sobre a morte, os conflitos familiares e o preconceito profissional.





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